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terça-feira, 24 de agosto de 2010

DOCUMENTÁRIO RETRATOS SELECIONADO PARA O III CURTA TAQUARY




O Documentário "RETRATOS", de Leo Tabosa e Rafael Negrão foi selecionado para o III Curta Taquary que acontece no período de 09 a 11 de setembro / 2009 na cidade de Taquaritinga do Norte - PE.


domingo, 22 de agosto de 2010

RETRATOS é selecionado para o IV CURTA CABO FRIO


 





IV CURTA CABO FRIO

Em sua quarta edição, o Festival permanecerá com o propósito de selecionar,exibir e disseminar a criatividade, através da experimentação e ousadia da produção audiovisual brasileira, sempre no intuito de descobrir novos talentos, e difundir a cultura cinematográfica no estado fluminense. O evento continuará incentivando a produção de curtas em câmeras de celular e câmeras fotográficas. Facilitando o acesso da população à sétima arte, o festival permanecerá com o seu caráter competitivo, premiando os melhores curtas entre os anos de 2009 e 2010, incentivando assim o talento e a criatividade dos realizadores brasileiros, visando sempre a melhoria das produções nacionais.

O documentário do pernambucano Leo Tabosa, RETRATOS, foi um dos selecionados para representar o Estado.


Leo Tabosa (Diretor do curta Retratos)




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

III CURTA TAQUARY - Filmes selecionados para a Mostra Competitiva


Filmes selecionados para a Mostra Competitiva

MOSTRA COMPETITIVA


ANIMAÇÃO

Cortejo (MG) de Marilia Poggiali
Entre nós (RJ) de Erik Grigororovski
Eu queria ser um monstro (RJ) de Marão
Os anjos do meio da praça (SP) de Alê Camargo e Camila Caarrossine
Josué e o pé de macaxeira (RJ) de Diogo Viegas
Quando as cores somem (SP) de Luciano Lagares
Libertas (MG) de Jackson Abacatu
O divino, de repente (SP) de Fábio Yamaji
O retorno de saturno (RS) Lisandra Santos


PRIMEIROS PASSOS


A casa da praia (SP) de Sandro Casarini
Água viva (SP) de Raul Maciel
Caminha das tábuas (PA) de Alexandre Silva
Caminhos de Santo Amaro (PE) de João Carvalho
O último dia (SP) de Elder Fraga
Último caso (SP) de Erez Milgrom
Sobre um dia qualquer (RS) de Leonardo Remor
Sobre vidas (PB) de Deleon Souto
Sofro, logo existo (RJ) de Vinícios Melich
You bitch die! (MA) de Lucas Sá

DOCUMENTÁRIO

A casa dos mortos (DF) de Debora Diniz
À minha amiga: um breve relato sobre nós (PB) de André da Costa Pinto
Ave sangria – sons de gaitas, violões e pés (PE) Raynaia Uchôa, Rebeca Venice e Thiago Barros
Do morto? (PE) de Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro
Iolovitch, o azul de Brasília (DF) de Adriana de Andrade
Família Vidal (PB) de Diego Benevides
Felizes para sempre (SP) de Ricky Mastro
O som do tempo (CE) de Petrus Cariry
Poesia em alto relevo (PE) de Hanna Godoy e Marcia Mansur
Poliamor (SP) de José Agripino
Retratos (PE) de Leo Tabosa e Rafael Negrão


FICÇÃO


A minha alma é irmã de Deus (PE) de Luci Alcântara
Áurea (RJ) de Zeca Ferreira
Bode Movie (PE) de Taciano Valério
Bom dia, meu nome é Sheila ou como trabalhar em telemarketing e ganhar um vale-coxinha (RJ) de Angelo Defanti
Borra de café (PB) de Aluizio Guimarães
Depois da curva (PB) de Helton Paulino
Laurita (SP) de Roney Freitas
Recife frio (PE) de Kleber Mendonça Filho
Suspeito (SP) de Eduardo Mattos
Tchau e benção (PE) de Daniel Bandeira
Teresa (SP) de Paula Szutan e Renata Terra


MOSTRAS PARALELAS




SESSÃO ANIMADA


Espetáculo - O Mágico e a domadora (BA) de Rafael Jardim
Imagine uma menina com cabelos de Brasil (RJ) de Alexandre Bersot
Musicaixa (MG) de Jackson Abacatu
Coices e Coceiras (RJ) de Eddie Souza
Coisas de pele (MG) de Cacinho
Carrapatos e catapultas - a caixa de luz (PR) de Almir Correia
Balanços e milkshakes (MG) de Erick Ricco e Fernando Mendes
Aula de yoga nº 34 (RJ) de Gordeeff e Cláudio Roberto
Servindo de agulha (SP) Tatiana Cuberos Vieira Rinco
Um fio de esperança (ES) dos alunos da rede municipal de Vitória
E agora o que nois ramú cume? (AM) de Daniel Luiz Batista
E agora Luke? (RJ) Alan Nóbrega
História de umbigo (SP) de Michelle Gabriel
Os hai-kais do príncipe (SP) de Maurício Squarisi
Buba e o aquecimento global (SP) de Eduardo Takao Nakamura
As aventuras de Seu Euclides: Chegança (SE) de Marcelo Roque Belarmino


CURTA À MEIA NOITE


A banda (PE) de Chico Lacerda
A chave da maré (PB) Riccardo Migliore
A invasão do Alegrete (RS) de Diego Muller
A morte vai para o inferno (SP) de Júnior Titanium
Alguém tem que honrar essa derrota! (RJ) de Leonardo Esteves
Iron Maiden Especial (PE) – João Carvalho
Made in Taiwan (PB) de Daniel Araújo Rodrigues
Muita calma nessa hora (RS) de Frederico Ruas
Para sua namorada preparar um strip-tease inesquecível (SP) Beto Besant
Uma Coisa de Cada Vez (PE) de Manu Costa
3.33 (SP) de Sabrina Greve


SESSÃO ESPECIAL

Caça palavra (SP) de Pedro Flores da Cunha
Descrição da ilha da saudade ou Baudelaire e os teus cabelos (GO) Alyne Fratari
Groelândia (RS) de Rafael Figueiredo
Jardim Beleléu (SP) de Ari Candido Fernandes
Número zero (GO) de Claudia Nunes
O passageiro obscuro (RS) de Davi de Oliveira Pinheiro
Para pedir perdão (DF) de Iberê Carvalho
Quando a chuva chegar (PA) de Jorane Castro
Rosa e Benjamin (SP) de Cleber Eduardo e Ilana Feldman
Vela ao crucificado (MA) de Frederico Machado
1:21 (PE) de Adriana Câmara


SESSÃO CRIANÇA


Cerol (PE) de Adalberto Oliveira
Doido lelé (BA) de Ceci Alves
Garoto Barba (PR) de Christopher Faust
O menino mofado (RJ) de André Pellenz

CURTA DOCUMENTÁRIO


Celebridades Anônimas (SP) de Rubens Romero
O velho e a lagoa (AL) de Marcio Nascimento
O mar de Lia (PE) de Hanna Godoy
Rosário do sertão (PE) de Hanna Godoy e Márcia Mansur
Profissional da noite (PE) de Kleber Castro Dibianchi

MOSTRA OLHARES


Ciclos (PE) de Márcio Farias
Dorian (SP) de César Gananian e Gregório Gananian
Ensaio suíno (PR) de Marja Calafange e Rodrigo Calafange
Indigesto (BA) Fabiano Passos e Uelter R.
Meu avô e eu (SP) de Caue Nunes
Nipon (BA) de Rafael Jardim
Simpatia do limão (RJ) de Miguel de Oliveira
Uttara (RS) de Ivo Schergl Jr.
Vida Boa (SP) Marcelo Presotto

terça-feira, 17 de agosto de 2010

III CURTA TAQUARY





O III Curta Taquary acontecerá no período de 9 a 11 de setembro na cidade de Taquaritinga do Norte, Pernambuco.

Segundo o diretor do festival, Alexandre Soares, o Festival tem como princípio exibir curtas metragens de jovens realizadores, celebrando as produções cinematográficas e a interação com toda população do agreste de Pernambuco, além do encontro de diversos diretores do país.

A relação dos filmes selecionados para as mostras competitivas e paralelas você encontra no site do festival: 




quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nosso fiel e companheiro guarda-roupa


    Cena do filme: "The Lion, The Witch and the Wardrobe" (O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa). Romance do escritor irlandês C.S. Lewis. Direção: Andrew Adamson - 2005 / EE.UU.A

Por Leo Tabosa

Segundo o Aurélio guarda-roupa é um mobiliário, armário, embutido ou na forma de móvel destinado a acondicionar roupas.

Ele sempre foi um objeto imprescindível nas sociedades organizadas. Nossas avós usaram baús, cômodas, malas e até caixas para guardarem suas vestimentas. Hoje existem modelos e tamanhos adaptados para atender as necessidades de um mercado consumidor cada vez mais exigente. Desde o mais luxuoso com design moderno e arrojado aos mais simples.

O que muita gente não imagina é que ele é mais que um espaço para se guardar roupas. É amigo fiel, e nele podemos confiar nossos segredos. Deixamos sob os seus cuidados, por baixo das camisas, nossas primeiras revistinhas de sacanagem, nossos cigarros escondidos dentro das meias, cartas e bilhetes de amor; provas de uma traição e quem sabe escondemos até uma pessoa, ou ocultamos um cadáver.

Ele, às vezes, é chato, quando somos obrigados a arrumá-lo. Mas, garanto que é melhor às nossas mãos do que às dos nossos pais, cônjuges ou filhos.

É no guarda-roupa que encontramos a roupa certa para uma entrevista de emprego, para comer num restaurante, ir ao um casamento, impressionar alguém ou simplesmente fazer compras no supermercado. Nele deixamos aquela cueca erótica que não mostramos aos nossos pais, mas com certeza um dia iremos surpreender alguém com ela.

Assume função de cofre onde depositamos o que é valioso e importante para gente: passaporte, dinheiro, documentos, fotos, lexotan, livros e até chocolate quando não queremos dividir com outra pessoa.

E lá onde guardamos um pouco da nossa personalidade, dos nossos traumas e das nossas manias.

As roupas estão impregnada de odores. O cigarro da boate, o sabonete barato do motel, o perfume de quem nós beijamos, o cheiro da "marijuana" que fumamos ou a cerveja que bebemos. Elas também estão manchadas de gorduras que denunciam nossa gula e o tipo de alimentação que ingerimos.

Estão gastas pelo uso, pelo tempo e pelas mudanças escandalosas do nosso corpo. Aponta o quanto somos materialistas, quando guardamos roupas que não usamos mais.

É no guarda-roupa que as crianças encontram abrigo nas brincadeiras de esconde-esconde, embora quando chega a noite o esconderijo se transforma na morada do bicho papão. Até hoje não consigo dormir com a porta do guarda-roupa aberta.

É o primeiro local que procuramos, quando queremos descobrir algo de alguém, ou simplesmente xeretar nas coisas alheias. Nesse momento, de fiel, pode passar a delator se não estiver bem trancado. Aconselho trancas, cadeados, cães de guarda, vigilância 24 horas e segredos nas fechaduras. Um guarda-roupa pode revelar nossos mais íntimos segredos, nos delatar, destruir casamentos, mandar alguém para cadeia e causar desentendimentos numa família aparentemente equilibrada.

O giz, o cravo-da-índia e o sachê de cheiro são guerreiros que vivem dentro do guarda-roupa, travando batalhas contras as traças, o mofo e os odores trazidos da rua.

Descubro uma camisa que completará 10 anos em janeiro e outra ainda mais velha que usava quando adolescente. Percebo que já é hora de mudanças.

Enfim, nossa relação com o guarda-roupa é muito íntima e dependente, não conseguimos viver sem ele. Continuará sendo usado por gerações e gerações, guardando ou revelando segredos e parte da nossa história.

A mídia e sua função de provocar a reflexão...


Por Leo Tabosa

A mídia é um importante instrumento de transformação da sociedade, mas como tal pode ser usado para melhorá-la ou piorá-la. A mídia vem dando prioridade às matérias que vendam em detrimento daquelas que realmente informam algo de consistente e crítico aos cidadãos.


Mesmo quando o discurso jornalístico é polêmico instaurando o debate, esconde de forma subliminar suas verdadeiras intenções de manipulação de um determinado fato, consequentemente da opinião pública.

Na minha visão pessimista de mundo nossa sociedade caminha para uma grande catástrofe antropofágica. A prova visível está quando ligamos a televisão e não conseguimos escapar do lixo televisivo que invade nossas casas e milhares de outros lares diariamente com uma programação ignorante e superficial disfarçada do seu real papel capitalista que busca apenas o lucro e a alienação das massas.

A mídia tem criado milhares de Mildreds (personagem do filme Fahrenheit 451, de François Truffaut), homens e mulheres fracas para enfrentarem a complexidade do convívio social. A saída dessas personagens é mergulhar em telenovelas, lexotan, inibidores de apetite, concursos de beleza, big-brothers, reality show diversos, programas de auditórios, academias de ginástica na busca de um padrão perfeito de beleza ou telejornais superficiais de um jornalismo que, no lugar de informar, às vezes mais desinforma.

Hoje os livros não são mais queimados como na trama do filme Fahrenheit 451. Agora são deixados nas prateleiras das casas, livrarias e bibliotecas esquecidos a ganhar pó. E muitas vezes, são também veículos promotores de ignorância e incultura.

Que reflexão pode suscitar após a leitura de uma revista de fofocas? Como despertar a consciência crítica lendo uma revista voltada para os programas de televisão? O que podemos esperar de um jornal que faz da violência urbana um espetáculo? O que aprendemos quando devoramos o livro “O doce veneno do escorpião” da “escritora” Bruna Sufistinha?

Com tanto lixo é questionável que a mídia tenha a função de provocar a reflexão da sociedade.

Bradbury e George Orwell não previram o futuro, mas apesar disso FAHRENHEIT e 1984 são relatos dos tempos que vivemos.





domingo, 8 de agosto de 2010

Inocência Estudantil




Por Leo Tabosa



Todo estudante, no início do curso, acredita que ganhará conhecimento suficiente para mudar a mentalidade do seu povo. Busca uma sociedade mais justa, solidária e humana. Grande ilusão desses estudantes ansiosos pelo saber. Não demora muito para perceberem que são apenas mais uma ferramenta para manutenção de um sistema excludente e alienante. 

A sociedade revela um mundo de possibilidades e mistérios. Também revela um ambiente hostil que parte para a exclusão e esquecimento de quem não se adequar ao sistema. Uma sociedade esmagadora que aprisiona os excluídos em um mundo estreito de regras e manipulações, onde as regras são ditadas pelas elites.

Essa ingenuidade estudantil é dissipada no decorrer do curso quando nos deparamos com um mercado de trabalho esmagador. Aí recordamos a lei justa criada pela elite que está no poder em “A revolução dos bichos”, de George Orwell: “Todos os animais são iguais entre si, mas alguns deles são mais iguais que os outros”. 

Nossos ideais começam ser corrompidos e passamos por um processo simples e gradual de submissão ao “Grande Irmão”. Manipulações dissimuladas pela linguagem entram todos os dias em nossas casas e mais uma vez citamos Orwell, agora em sua obra-prima “1984”: “Todos os poderes criam palavras para nos obrigar a pensar como eles”. O livro é um alerta contra o totalitarismo de toda “novilíngua”. É comum o surgimento de novas palavras no noticiário econômico, o chamado economês, que serve para confundir e distanciar a massa reduzindo sua capacidade de raciocinar sobre os rumos da nossa economia. Quando o povo passa a se acostumar com os novos termos eles são alterados e surgem outros. A ignorância é a força!

O risco do jornalista manipular um fato é muito grande já que ele no exercício do seu trabalho faz uma reconstrução da realidade. A função do personagem Winston, em 1984, é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Nada muito diferente de um jornalista ou um historiador. E ao fim, percebemos que amamos o Grande Irmão. Sem dúvida, Ele sempre ganha. 




Filmes e Livros Relacionados:

Título Original                              Título Original
1984 (1984 - Duração 113 min          Animal Farm (A Revolução dos Bichos - Duração 89 min)

Diretor                                          Diretor
Michael Radford                             John Stephenson 

País / Ano                                      País / Ano
Inglaterra, 1984                              EE.UU.A, 1999


ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 
ORWELL, George. Revolução dos bichos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.